Audrey Hepburn seu estilo é atemporal!

A ALMA DA ELEGÂNCIA
1. Audrey em foto de 1960 2. Audrey descansa no set de Guerra e paz, 1955. Depois dela, as sapatilhas nunca mais saíram da moda 3. Jogando cartas com Gregory Peck nas gravações do filme A princesa e o plebeu, 1953 4. Mel Ferrer, seu primeiro marido, o cão Mr. Famous e Audrey no Museu do Capitólio, 1958 5. Audrey e seu segundo marido, o psiquiatra italiano Andrea Dotti, 1970 (Foto: Reporters Associati (2), Dupla Paramount/The Kobal Collection/AFP, Elio Sorci/Camera Press/Photomasi e Photomasi )

Por Flavia Yure Oshima

Um novo livro, "Audrey in Rome", organizado por seu filho caçula, Luca Dotti, mostra por que a atriz virou um símbolo eterno da sofisticação e do bom gosto

"Suas pernas eram compridas demais, a cintura muito fina, os pés muito grandes, assim como os olhos, o nariz e as narinas enormes. Quando sorria, revelava uma boca que engolia todo o rosto. Ele era até meio redondo, pobrezinha. Mas mostrava tanta segurança no movimento, que suas imperfeições ficavam para trás. Como uma coisinha tão jovem podia ter entendido postura tão completamente?” Como fez em muitos de seus textos, a escritora francesa Sidonie Gabrielle Colette traduziu imediatamente o que intrigara muita gente durante anos. Magra (1,70 metro e 50 quilos), morena, sem curvas, como foi possível à atriz Audrey Hepburn conseguir um lugar no panteão de divas, em meio a beldades loiras de corpos curvilíneos ao estilo de Marilyn Monroe, Doris Day ou Anita Ekberg? Por que Audrey fascinava e, ainda hoje, mais de 50 anos depois de atingir a fama, ainda é ícone de moda e estilo? O que faz da elegância de Audrey algo atemporal?


"Audrey tinha a rara qualidade de ter consciência de quanto sua vida era extraordinária. Isso lhe dava humildade, em vez de lhe subir à cabeça”, escreveu Melissa Hellstern, autora de duas biografias dela. O comportamento gentil não foi alterado nem nas fases em que suas crises pessoais estavam expostas. Sofreu quatro abortos. As infidelidades do segundo marido, o psiquiatra italiano Andrea Dotti, estampavam as colunas de fofoca. Audrey passou por altos e baixos sem corromper o temperamento. “Essa integridade é a verdadeira base de sua elegância à prova do tempo e do vai e vem da moda”, diz Valeska Nakad, da Faculdade Belas-Artes de São Paulo. No livro que o filho mais velho, Sean Ferrer, escreveu sobre Audrey, ele afirma: “As pessoas falam das roupas de mamãe, de seu porte. Sua elegância não vinha do que se podia ver. Vinha de sua alma”. A opinião de Sean está longe de ser isenta. Mas não precisava ser. A força do símbolo de Audrey mostra que ele estava certo.


Fontes:
http://revistaepoca.globo.com/reportagem e Imagen

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